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Cemitério dos gadgets e tecnologias: o que começará a morrer em 2013

Cada vez mais rápida, evolução da tecnologia fará com que produtos comuns ao nosso dia a dia não existam mais em poucos anos

“Eu vejo o futuro repetir o passado/ Eu vejo um museu de grandes novidades”. Quem não identificou, o clichê é um trecho da música O Tempo Não Para, do saudoso músico brasileiro Cazuza. A tecnologia, que cada vez se torna mais invisível e pode ser definida simplesmente como dia a dia das pessoas e empresas, traduz, claramente, o que isso representa.

E o cemitério dos gadgets e das tecnologias corporativas comprovam esse movimento. Segundo o Institute of  Electrical and Electronic Engineers (Ieee), maior organização técnico-profissional do mundo, os sinais de morte das tecnologias serão dados a partir de 2013. Além disso, alguns movimentos transformação a forma como conhecemos as tecnologias hoje, causando um impacto direto na formatação de produtos e na forma como lidamos com as soluções.

Parte do material saiu direto do forno do Ieee. A complementação fiz em entrevista com Tom Coughlin, membro da entidade. Veja o resultado abaixo e comente: você concorda?

Morte

  • Data show não fará mais show nenhum. Na visão de Coughlin, tecnologias de realidade aumentada em smartphones e tablets vão começar a substituir os conhecidos data shows. “Dependendo das aplicações as pessoas poderão capturar dados. Depende de como as coisas estarão representadas, mas as pessoas poderão ter uma compreensão melhor a respeito de dados visuais. Novos metadados no entorno de informações podem ser apresentados e utilizados para encontrar conteúdos e organizá-la”, explicou. 
  • Dinheiro para quê?: as possibilidades trazidas por Near Field Communication (NFC) e aplicações em nuvem, como PayPal, substituirão o dinheiro e os cartões de crédito como meios de pagamento a partir de 2013. Aqui vale lembrar que o processo ocorrerá de forma heterogênea ao redor do mundo e que o mobile payment, por exemplo, começou a dar os primeiros passos no Brasil neste ano, com iniciativas do Banco Bradesco e Claro, por exemplo.
  • Sem cabo: o wireless vai se tornar o padrão para a conexão em todos os smartphones, laptops e tablets, acabando com cabos e adaptadores.
  • Carro inteligente: as tecnologias para transportes inteligentes permitirão o estacionamento paralelo automático e a prevenção automática de colisões, que passará a ser norma dos fabricantes, tornando as estradas mais seguras.
  • Tecnologia descartável: dispositivos complexos, com componentes difíceis de ser encontrados e pouco espaço de armazenamento e memória RAM, tornarão os consertos mais caros que as trocas.
  • Web fechada?: a regulamentação triunfará sobre a neutralidade da rede.
  • Mídia desconectada: VOD (vídeo sob demanda), nuvem e interconectividade de dispositivos serão mais populares entre os usuários em 2013 que os tradicionais cabos e satélites.
  • Desktop dinossauro: dispositivos móveis rapidamente substituirão desktops em todo lugar, com a tendência de adoção de produtos como os tablets, que concorrerão com smartphone para substituir os velhos desktops nos lares das famílias de menor.
  • Alô?: os números de telefone não serão mais um ponto físico de localização, na medida em que os celulares e VOIP localizarão um indivíduo ou um perfil online. Imagine lembrar que há menos de 30 anos, no Brasil, pessoas davam economias de anos para comprar uma linha de telefone, antes da privatização.

 Mudanças

  • USB perde espaço. Os drives USBs, chamados de pendrives, vão perder parte de seu espaço para tecnologias de nuvem como Dropbox e Google Drive, mas a perspectiva é haver uma combinação de uso de hardware portátil e cloud para a troca de informações. “Você consegue levar as coisas para a internet, mas precisa de conexão. E algumas vezes você simplesmente não está conectado”, pontuou o especialista. Ele ainda explicou que a transferência de terabytes é muito mais simples em drives USB, por exemplo.
  • Softwares corporativos evoluindo: cloud computing, ao lado de tablets e smartphones, transformarão plataformas corporativas como ERP e CRM. “O conteúdo estará disponível para qualquer dispositivo por meio da nuvem”, explicou, indicando que a gestão de facilities e recursos estão “ficando menores”.
  • Fim dos servidores: sobre este ponto em particular o especialista não quis decretar a morte total dos servidores internos corporativos, mesmo que em um prazo mais longo. De qualquer forma, ele afirmou que a tecnologia é mais simples e permite mais facilidade de colaboração, especialmente, com aplicações mobile. Em sua visão, o processo sera mais claro em pequenos negócios

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